O embaixador norte-americano Lincoln Gordon, golpista de 1964, espalhou a infâmia, reproduzida pela imprensa e as universidades, de que Leonel Brizola era um homem desprovido de pensamento, um político chucro, rude e tosco do ponto de vista intelectual. Por isso, insinuava o frívolo embaixador lacerdista, Leonel Brizola liderou uma esquerda nacionalista radical e irresponsável que tinha por obsessão neurótica denunciar a rapina estrangeira do país.

Embutida nessa leviandade da diplomacia articuladora do golpe estava em pauta a luta de classes, a contradição entre nação oprimida e a metrópole opressora. Essa contradição foi a essência da política do líder gaúcho desde 1945, antes mesmo de ler e assimilar com engenho e arte o anti-imperialismo contido na Carta Testamento de Getúlio Vargas.

Amargou um exílio duro no Uruguai, voltou, elegeu-se governador do Rio de Janeiro e escreveu a melhor análise de conjuntura de meados dos anos 80 até sua morte em 2004. Tão arguta e primorosa que transcendeu a imediata conjuntura.

O leitor do livro Tijolaços poderá verificar que Leonel Brizola viu com antecipação o que está acontecendo hoje no Brasil.

 

Inconformado com a ausência de espaço na mídia para expor suas ideias e rebater as críticas e acusações de que era objeto, Leonel Brizola começou a publicar, em fevereiro de 1984, matérias pagas em jornais que ficariam conhecidas como “Tijolaços”. A publicação era financiada por contribuições de voluntários, depositadas em conta bancária própria para esse fim, e parcialmente pelo PDT, e vigorou ao longo das décadas de 1980 e 1990, no Jornal do Brasil e posteriormente em O Globo.

 

150 páginas

(Frete Grátis)

Este livro inédito é uma publicação do

Galpão de Ideias Leonel Brizola

(galpaoleonelbrizola@gmail.com)